Carlos Fernando Andrade

Carlos Fernando Andrade

“Sobretudo carioca”, afirma. Nascido no fatídico ano de 1954, aos seis anos aprendeu a abrir os cabeçalhos dos  cadernos escolares, escrevendo Estado da Guanabara. Teve a sorte de ir estudar no famoso Colégio Estadual André Maurois, sob a direção de Henriette Amado, onde pôde vivenciar o Movimento e Estudantil de 1968, mas teve a infelicidade, compartilhada com os da sua geração, de viver o período universitário sob a égide da ditadura militar brasileira. Forma-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da UFRJ, carreira escolhida pela forte presença em seu círculo de uma das primeiras profissionais mulheres arquitetas do Brasil, Déa Paranhos, com quem sua família mantinha laços de parentesco e convívio social. Sua influência na formação cultural e política do autor foi determinante.
Com a fusão dos Estados do Rio e da Guanabara, e a correspondente reformulação de toda a estrutura técnica da nova unidade federativa, ingressa no serviço público, no órgão metropo-litano, Fundrem, de curta duração. Extinto o órgão, percorre diversas repartições estaduais, mas também, municipais e federais, o que foi fundamental para a ampla compreensão da problemática do Rio de Janeiro, nas quais exerceu vários cargos, inclusive o de subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, e superintendente Regional do Iphan, quan-do se despediu da carreira pública.
Sempre ligado às expressões culturais da cidade, em 1986, participa da fundação do Bloco de Segunda, agremiação que ajudou a reerguer o Carnaval de rua do Rio de Janeiro. Além disso, foi presidente do departamento estadual do Instituto de Arquitetos do Brasil por duas gestões, quando coordenou o único Congresso de Arquitetos que ocorreu na cidade, em 2003.
Tornou-se mestre e doutor em Urbanismo pela FAU-UFRJ, tendo recebido do IAB RJ, em 2009, o título de “Profissional do Ano”, e a Medalha Pedro Ernesto, oferecida pela Câmara de Vereadores de sua cidade.
Com a criação recente do Conselho Federal de Arquitetura e Urbanismo, foi eleito em 2018 para representar os profissionais do Rio de Janeiro.
Atualmente está à frente de seu escritório de projetos urbanos e de preservação arquitetô-nica, Urbanacon. É pai do Eduardo e do João, e avô da Clarice.

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