Armando Magalhães

Armando Magalhães

Armando Magalhães, profissão: Escritor

Armando Magalhães Corrêa (1885-1944) nasceu no Rio de Janeiro e cursou a Escola Militar de Realengo. Na Escola Nacional de Belas Artes, aprendeu escultura com o grande mestre Rodolfo Bernardelli. Em 1912, dois anos depois de formado, ganhou como prêmio uma viagem à Europa, onde expôs, no Salão dos Artistas Franceses, o trabalho “Cabeça de Velha”, que recebeu grandes elogios. Em 1918, foi nomeado escultor modelador do Museu Nacional. Ali trabalhou até se aposentar, por doença, em 1942.
Como escultor, fez trabalhos para o Palácio Tiradentes e conquistou inúmeros prêmios. Foi professor da Escola Nacional de Belas Artes. Era apaixonado por sua cidade e um repórter por excelência.
Colaborou assiduamente com o jornal Correio da Manhã, escrevendo e ilustrando, a bico de pena, artigos que deram origem ao livro “O sertão carioca”, em cujo prefácio, Roquette Pinto afirma: “… Magalhães Corrêa recorda os anotadores primeiros: tudo aqui é visto, ouvido e desenhado ad naturam. O autor vive no sertão carioca (…). Traços da geologia, feições
geográficas, dados históricos e anedóticos (…), informações botânicas, zoológicas, antropológicas (…) – tudo que retrata “o campo” da Guanabara, que ainda guarda (…) uma lembrança dos Tamoios”. Corrêa escreveu também “Terra carioca: fontes e chafarizes”.
O autor foi um naturalista autodidata. Aprendeu sozinho a desenhar plantas e animais, o que o levou para a seção de história natural do Museu Nacional. Seus conhecimentos e sua capacidade de produzir imagens sobre a natureza, o fizeram um dos patronos do Instituto Histórico e Geográfico da Cidade do Rio de Janeiro.
Magalhães Corrêa atuou intensamente no carnaval carioca, seja como jurado dos desfiles de blocos, ranchos e grande sociedades, seja como carnavalesco, idealizando carros alegóricos. Uma de suas mais notórias alegorias se chamou “O sertão carioca” e foi apresentada no
desfile do Clube dos Fenianos em 1933.
Morava com a esposa e filhos em um sítio em Jacarepaguá e passava os finais de semana passeando, pesquisando, desenhando e anotando…
Seu lema era: “Para | Observa | Estuda”.

A outra situação inesquecível foi passar uma noite editando um vídeo na casa do produtor do Elvis Presley, em Las Vegas. A esposa dele, ele e eu tralhando numa ilha de edição do tamanho de uma mesa de jantar pequena.
Um drama foi quando sumiram da minha mala de mão os únicos registros fotográficos que Almir Klink havia feito em sua primeira viagem à Antártica. Mas, calma! consegui resgatá-los.

Então, essa vida na multinacional foi de muito trabalho mas também de históricas engraçadas e experiências únicas.

Na virada do século achei que teria novas e boas aventuras fora de lá. Saí aposentada, com um salário pela metade e minha caçula com 10 anos.
Pensei que sabia editar porque era isso que eu tinha feito durante muitos anos na IBM. Editava três revistas, editava vídeo, editava textos pro presidente e diretores falarem. Enfim, para mim, isso não tinha mistério.

O sonho era criar uma editora cuja linha editorial fosse música: a vida dos compositores, intérpretes, song books, tudo relacionado à música. Uma noite, na hora do jantar, meu filho, João, teve uma ótima ideia para o nome: Outras Letras já que o foco não seria literatura.

Inaugurei a editora com o lançamento do meu livro de crônicas, contos e poesias, com um grande e alegre coquetel na Casa Laura Alvim, em 2001.
Comecei uma vida totalmente nova. Sem a verba de milhares de dólares que eu tinha na IBM, criei e editei – de 2002 a 2009, a house organ da White Martins no Brasil e da Praxair na América do Sul, e realizei vários projetos editoriais para grandes e médias empresas. Ah, fui diretora da Libre durante uns três, quatro anos, período em que coordenei a Primavera dos Livros – Primavera Literária nos jardins do Museu da República.

Tem mais coisa. Tem muito mais coisa. Mas acho que assim, já dá pra sentir o gostinho.

Ah! Quero acrescentar algo: editar livros é uma atividade maravilhosa. Faço-os com carinho, cada um como se fosse o primeiro e único.

Desejo que ao ler um livro da Outras Letras você saiba que, em sua produção, houve uma equipe unida – o/a capista, o/a designer que faz o projeto gráfico e a diagramação, a/o revisora/o, a editora, a/o ilustrador/a, a jornalista responsável pela divulgação, além do/a autor/a, é claro, e muito amor envolvido!

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Revisora
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